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Vigilância Patrimonial: O que é? Conceitos, Características e Técnicas

Atividade de Vigilância Patrimonial
Figura 1 – Atividade de Vigilância Patrimonial

O que é Vigilância Patrimonial?

Vigilância Patrimonial é a  atividade exercida em eventos sociais e dentro de estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio;

A vigilância patrimonial é uma das atividades da segurança privada, e tem como missão atuar sistematicamente, preventivamente  e permanentemente para proteger a incolumidade física das pessoas, a integridade do patrimônio e a salvaguarda da Informação Sensível.

A Vigilância Patrimonial se caracteriza pela sua ostensividade, onde o emprego do vigilante  ou equipe de serviço são identificados de relance, quer pelo uniforme, quer pelos equipamentos ou veículo utilizados ou pela metodologia de emprego adotada.

O desempenho da função de vigilância patrimonial impõe, como condição essencial para eficiência da atividade:

  • completo conhecimento da atividade, que se inicia nos cursos de formação e capacitação na área de segurança privada;
  • interesse do vigilante  em se aprimorar na área de atuação continuamente.

Legislação sobre Vigilância Patrimonial

PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012

Art. 18. A atividade de vigilância patrimonial somente poderá ser exercida dentro dos limites dos imóveis vigiados e, nos casos de atuação em eventos sociais, como show, carnaval, futebol, deve se ater ao espaço privado objeto do contrato.

Art. 19. A atividade de vigilância patrimonial em grandes eventos, assim considerados aqueles realizados em estádios, ginásios ou outros eventos com público superior a três mil pessoas deverão ser prestadas por vigilantes especialmente habilitados.

Características da Vigilância Patrimonial

Legalidade

As atividades da vigilância patrimonial devem ser desenvolvida dentro dos limites que a legislação brasileira estabelece e de acordo com as necessidades e diretrizes contidas na política de segurança e nos procedimentos internos da Organização a qual presta serviço.

Ação Presença

É a atividade da vigilância patrimonial de suma importância, a  que da a comunidade interna da organização a sensação de segurança, pela certeza da proteção.

A ação presença real, consiste na presença física e ostensiva do vigilante nos locais onde a probabilidade de ocorrência seja grande.

A ação presença, consiste na capacidade, num espaço de tempo mínimo, deslocar até o local onde ocorrência é iminente ou já tenha iniciada.

Princípios da Vigilância Patrimonial

Continuidade

A vigilância patrimonial é atividade essencial, de caráter absolutamente operacional, e poderá ser exercida dia e noite, continuamente, por meio de equipes da segurança patrimonial, que se revezaram continuamente através de escalas de serviço.

Aplicação

A vigilância patrimonial, por ser uma atividade facilmente identificada pelo veículo ou uniforme do vigilante, exige atenção e atuação ativa de seus executantes.

Deve ser praticada de forma a proporcionar o desestímulo ao cometimento de atos anti-sociais, pela atuação preventiva.

“A omissão, o desinteresse, a apatia, a má apresentação pessoal e a má postura, são fatores geradores de descrédito e desconfiança, por parte da população, e revelam falta de preparo individual e espírito de equipe da equipe responsável pela atividade.”

Isenção

No exercício profissional, o vigilante, através de condicionamento psicológico, deverá atuar sem demonstrar emoções ou concepções pessoais.

A atuação deve ser livre de preconceitos quanto à profissão, nível social, religião, raça, condição econômica ou posição.

Ao vigilante, cabe observar a igualdade das  pessoas quanto aos seus diretos e deveres, agindo sempre com imparcialidade e impessoalidade.

Emprego Lógico

Os meios empregados na vigilância patrimonial devem ser resultado do julgamento criterioso das necessidades.

Os meios devem ser empregados levando se em consideração o custo x benefício e as ameças reais e potenciais existentes.

Os recursos disponíveis devem ser empregados sob critérios de planejamento e analise de riscos previamente executados.

Competências Vigilância Patrimonial

a. Ocupar postos de vigilância e de controle de acesso.

b. Realizar Rondas Ostensivas (a pé ou com carro/moto) no interior da instalação (perímetro, nas vias internas e nos departamentos).

c. Proteger a incolumidade física das pessoas, a integridade do patrimônio em situações de manifestações sindicais ou greves.

d. Atuar como “Força de Pronta Resposta” na averiguação de alarmes ou situações suspeitas de violação da segurança da Organização.

e. Intervenção em situações onde seja necessário uso de força física por parte da segurança patrimonial.

f. Atuar na Salvaguarda da Informação Organizacional Sensível.

g. Controlar, coordenar e fiscalizar o trânsito de pessoas e veículos na vias internas.

h. Prevenção e combate a incêndio.

i. Remoção de acidentados ou vítimas de mal súbito ao Pronto Socorro.

j. garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio.

Requisitos básicos execução da atividade

Conhecimento da atividade

O desempenho da função de vigilância patrimonial impõe, como condição essencial para eficiência da atividade, o completo conhecimento da atividade.

Que tem origem no prévio preparo técnico-profissional do vigilante, decorrentes de cursos de formação e reciclagem na área de vigilância e se complementa com o interesse do vigilante em se aprimorar na área de atuação continuamente.

Conhecimento do local de atuação

Compreende o conhecimento de todos os aspectos físicos, organizacionais e rotineiros, por parte do vigilante, do local designado para o exercício da função de vigilância, assegurando a familiarização indispensável ao melhor desempenho operacional.

Postura

Atitude, compondo a apresentação pessoal e a postura no exercício das atividades, influencia decisivamente na confiabilidade do público em relação capacidade técnica da vigilância patrimonial.

Mantém elevada a autoridade do vigilante, facilitando-lhe em consequência, o desempenho de suas atribuições.

Comportamento na ocorrência

O caráter impessoal e imparcial da ação da vigilância patrimonial revela a natureza eminentemente profissional da atuação, em qualquer ocorrência, a atuação deve ser revestida de respeito, conhecimento sobre o que esta fazendo, autoridade compatível com a necessidade e isenção de julgamento ou posicionamento.

Formas de atuação da vigilância patrimonial

Averiguação

Refere se ao empenho da vigilância patrimonial, visando à constatação do grau de tranqüilidade e normalidade desejável num determinado local ou a análise de indícios, que poderão conduzir as providências subsequentes.

Orientação

Considerado uma das mais importantes atribuições da vigilância patrimonial, refece se ao ato de prevenir a ocorrência de infração através do esclarecimento das regras e dos procedimentos de segurança a serem seguidos.

Assistência

Refere se a todo auxílio prestado prestado pelo vigilante  as pessoas da organização ou visitantes, forma preliminar e eventual.

Advertência

É o ato de abordar uma pessoa (funcionário, prestador de serviço, visitante ou desconhecido) encontrada em conduta irregular, de acordo com  as normas e procedimentos da organização, buscando a mudança de sua atitude, a fim de evitar o cometimento de uma infração ou atitude que coloque em risco sua segurança ou a de outros.

Intervenção

Ação da vigilância patrimonial sobre uma ocorrência em curso ou prestes a ocorrer com intuito de estabelecer o controle da situação.

Registro de Ocorrência

Refere se ao ato de registrar por escrito uma ocorrência identificada ou informada, retratando aspectos essenciais, para fins medidas administrativas e estatísticas.

O vigilante ao registrar particularidades de uma ocorrência atendida, deve primar pela imparcialidade, somente mencionando circunstâncias relevantes constatadas, não expressando conclusões pessoais.

Conclusão

Embora a vigilância patrimonial possa atuar, em determinadas circunstâncias, de maneira repressiva, sua ação é essencialmente preventiva.

A presença constante e irrepreensível do vigilante influência no comportamento das pessoas mais do que o caráter intimidador das regras e normas.

Na execução da vigilância patrimonial, o vigilante deve colocar-se sempre em condições de observar bem e, simultaneamente, ser facilmente visto.

A presença do vigilante tem como finalidade principal desestimular a prática de ações anti-sociais ou delituosas.

A atuação, em termos preventivos, da vigilância patrimonial, é importantíssima, porque a simples ação de presença ostensiva, hábil e atenta do vigilante, constitui fator de desestímulo a prática de infrações e a melhor garantia da respeitabilidade dos procedimentos internos do local.

Em razão da vigilância patrimonial atuar de maneira ostensiva exercendo suas atribuições à vista de todos, utilizando uniforme específico que a identifica, o vigilante, deve adotar, permanentemente, elevada conduta e postura no exercício de sua função, a fim de preservar sua imagem e da categoria que representa.

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José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada – CES
Consultor em Segurança Privada

16 Comentários

  1. Alexandrino Moura de Abreu. Formado em Logística e coordenador de segurança e Logística.

    Bom dia,
    Bem de fato a vigilância patrimonial e de uma grandiosa importância para as instituições mas muitos colegas não tem a clareza da utilidade da sua função,esse comportamento acontece por falta de profissionais qualificados, a falta de investimentos das empresas em cursos, palestras na ganancia de corta gasto e lucrarem sempre mais, chegam ate ao absurdo, a uma falta de respeito com a categoria, em não honrarem com os compromissos sociais, os casos mais conhecidos falta de pagamento de FGTS, INSS, atrasos de salários, reciclagem e ferias,vencidas dos colaboradores.
    Aos empresários que tem esses comportamentos é hora de mudar essa visão, quebrar paradigmas, e começar a entender que o vigilante que está la no posto, o inspetor que faz a fiscalização, eles precisam ser qualificado porque a mão de obra desses guerreiros é a matéria prima que move a empresa a insatisfação desses colaboradores, vai refletir no desempenho de sua atividade.
    Esse fraco desempenho gera problema para o vigilante para o colega de serviço para as instituições no campo físico e patrimonial, e termina o problema chegando ate a empresa e as consequências são as velhas conhecidas, o rompimento do contrato ou pagamento de danos ações na justiça tanto do cliente como trabalhistas, resultado, prejuízos.
    O cliente contrata porque ele precisa de organização, de segurança de controle dos bens, das pessoas e de sua repartição, o cliente não quer saber de problemas ele quer é solução,a garantia de que seu dinheiro estar sendo bem investido.
    essa é minha visão..

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Alexandrino! Obrigado pela sua contribuição no artigo!
      Os pontos levantados em seu comentário são muito importantes e realmente ocorrem. Poucas empresas investem em treinamento além dos obrigatórios (formação reciclagem dos vigilantes), e como você mesmo citou, algumas empresas nem esses oferecem ao colaborador.
      Por outro lado, cabe aos profissionais da área, dentro das possibilidades de cada um, e por iniciativa própria, buscar o conhecimento e aprimoramento profissional necessário para o bom desempenho de suas funções e para não serem enganados. A possibilidade de sucesso na carreira esta diretamente ligada ao conhecimento e na forma correta de sua utilização.
      Abraço!

  2. Primeiro, parabéns pelo excelente texto, que demonstra enorme conhecimento na área.

    Gostaria de questionar dois assuntos:

    1) Uma ronda de segurança patrimonial, em local com pequeno efetivo, condomínio, é admissível no esquema “Batman e Robin”, em carro, deixando outras áreas desguarnecidas ou é melhor ronda de único vigilante, em duas motos, dobrando o efetivo na rua?

    2) Viaturas. Qual a melhor, a com luzes piscantes, parecendo “árvore de natal”, visível por longa distância, ou camuflada, podendo surpreender o perpetrador? Na primeira tem-se evidenciada a presença do vigilante, e na segunda a possibilidade de captura com menor alarde.

    Abraço

    Plinio

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Plinio Babo!

      Resposta questão 1 – A distribuição de postos de serviço deve ser coerente com o efetivo disponível e riscos existentes. Não é viável a ação de fortalecer um posto de vigilância prejudicando outro, sugiro uma divisão equilibrada de recursos de forma que todos os postos de serviço sejam cobertos pelo maior tempo possível. Entre a ronda de carro ou moto, sou mais favorável a ronda de moto que permitir maior mobilidade e cobertura de áreas.

      Resposta questão 2 – Assim como na ronda a pé, sou favorável a ronda motorizada de forma discreta a fim de surpreender o marginal. A ronda ostensiva com luz piscante é recomenda em casos específicos e não como uma rotina de trabalho diária.

      Forte abraço e sucesso na sua carreira profissional.

  3. DENIZE FERNANDES DA CRUZ

    Olá parabéns pela iniciativa de criar esta pagina GSP !
    Sou estudantes do curso GSP, Fico feliz em pode contar com os seus artigos ,principalmente por se tratar de assuntos que estão mim ajudando bastante ,em minha formação,vejo que realmente o caro colega tem conhecimento na área e isso mim deixa muito feliz em saber que vou pode contar sempre um excelente material para estudo .

    Um forte abraço Denize Fernandes

    PARABÉNS.

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Denize Fernandes!
      Obrigado pelo seu comentário.
      Fico muito feliz em saber que meus artigos estão sendo úteis pra você e contribuindo na sua formação.
      Forte abraço e sucesso da sua carreira profissional!

  4. Anderson Vasconcellos

    Prezado José Marcondes, bom dia, parabéns pelo excelente texto.
    Sou estudante de “GSP”, gostaria de saber se faltas e atrasos de Vigilantes se caracteriza uma ocorrência e ou alteração, ciente de vossa presteza, grato.

    • José Sérgio Marcondes

      Ola Anderson Vasconcellos!
      No meu entendimento,devido as consequências dos atos, faltas e atrasos do vigilante, se caracteriza como uma ocorrência.
      Forte abraço e sucesso na sua carreira!

  5. segurança privada deve fazer ronda apé, sendo que tem um vigilante condutor no local?

    • José Sérgio Marcondes

      Ola Wellington!
      Sim pode fazer, a atividade de ronda a pé ou motorizada fazem parte das atividades do vigilante.
      Forte abraço e sucesso na sua carreira!

      • Caro Marcondes,

        Vc está de parabéns, como sempre.
        Gostaria de saber se compartilhamos a mesma opinião: Aqui é um “pseudo-condomínio”, com uma patrulha de “insegurança”. Como tivemos muitos eventos de assaltos, inclusive violentos, com frequência semanal ou quinzenal, indignados, montamos uma patrulha comunitária de vizinhos, engajados com forças armadas e CACs, todos treinados para uma situação. Montamos uma rede de rádio entre as casas da equipe e, creia, acabaram os assaltos, assim que os membros da “insegurança” viu a equipe em ação.
        Sua opinião é que essa equipe pode estar envolvida, mera coincidência, ou ocorreu algum “vazamento de informação” de repeliu os marginais?

        Abraço!

        • José Sérgio Marcondes

          Olá Plinio Babo!
          Acredito que tenha ocorrido um efeito dissuasivo. Os marginais ao perceberam a mobilização dos moradores em prol da segurança, resolveram migrar para uma outra localidade onde a possibilidade de serem descobertos e presos seja menor.
          Obrigado pelo seu comentário.
          Forte abraço e sucesso na sua carreira!

  6. joelton de jesus de oliveira

    ola bom dia gostei muitas informaçoes. mais quando deve sair o porte de arma para vigilantes fora de serviços.

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Joelton !

      Tenho lido muitos cometários sobre esse assunto, principalmente nas redes sociais, porém desconheço que haja um projeto de lei em andamento com essa finalidade. O projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e que deverá trazer inovações e alterações na legislação sobre segurança privada no Pais, não prevê porte de arma o vigilante fora do horário de serviço.
      Particularmente,acho muito difícil, que no curto e médio prazo, seja liberado o porte de arma para vigilantes fora do horário de serviço, muitas pessoas comentam sobre o assunto, sem conhecimento de causa e para chamar a atenção.

      Forte abraço e sucesso na sua carreira!

  7. joelton de jesus de oliveira

    obrigado. nossa classe de segurança privada. e a unica que nao tem o porte de arma fora do serviço todas as classes da segurança publica tem o porte EX.agente penitenciario guarda municipal etc. muito obrigado boa noite..

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