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Profissão Vigilante Patrimonial, Conceitos, Legislação, Direitos e Deveres.

Profissão de Vigilante na Segurança PrivadaO que é Vigilante Patrimonial?

Vigilante é profissional capacitado em curso de formação, empregado de empresa especializada ou empresa possuidora de serviço orgânico de segurança, registrado no DPF, e responsável pela execução das atividades de segurança privada.

O Vigilante, de acordo com sua formação e especialização,poderá desenvolver as atividades de escolta armada, segurança pessoal, transporte de valores e vigilância patrimonial.

O vigilante  tem como objetivo garantir  a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio da organização para qual presta serviço.

Profissão de Vigilante Patrimonial

A Profissão de Vigilante Patrimonial refere se ao profissional, capacitado em curso de formação, reconhecido pela Polícia Federal, empregado de empresa especializada ou possuidora de serviço orgânico de segurança, registrado no DPF, e responsável pela execução das Atividades de Segurança Privada.

O exercício da Profissão de Vigilante Patrimonial, devido as suas exigências específicas e principalmente dos riscos inerentes as atividades a serem desenvolvidas, requer para a ocupação do cargo pessoas com vocação para proteção.

Vocação, disposição natural que o indivíduo apresenta, observando se suas habilidades, características, suas preferências, seus desejos, seu estilo de vida, que de formar intuitiva, direcionam o individuo na busca da profissão mais adequada a satisfação das suas necessidades financeiras e de autorrealização.

Legislação sobre a  Profissão de Vigilante Patrimonial

A profissão de vigilante, na atualidade, é a única profissão na segurança privada, regulamentada pela legislação brasileira que trata sobre Segurança Privada. A Polícia Federal, por intermédio da PORTARIA Nº 3.233/2012-DG/DPF, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012, estabelece requisitos, direitos e deveres para o exercício da profissão de vigilante no território brasileiro.

De com a Portaria Nº 3.233/12, o Vigilante é o profissional responsável pelo exercício das atividades de segurança privada, armada ou desarmada, desenvolvidas pelas empresas especializadas e/ou pelas empresas que possuem serviço orgânico de segurança.

Requisitos para o exercício da profissão de vigilante

Art. 155. Para o exercício da profissão, o vigilante deverá preencher os seguintes requisitos, comprovados documentalmente:
I – ser brasileiro ou brasileira, nato ou naturalizado;

II – ter idade mínima de vinte e um anos;

III – ter instrução correspondente à quarta série do ensino fundamental;

IV – ter sido aprovado em curso de formação de vigilante, realizado por empresa de curso de formação devidamente autorizada;

V – ter sido aprovado em exames de saúde e de aptidão psicológica;

VI – ter idoneidade comprovada mediante a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais, sem registros indiciamento em inquérito policial, de estar sendo processado criminalmente ou ter sido condenado em processo criminal de onde reside, bem como do local em que realizado o curso de formação, reciclagem ou extensão: da Justiça Federal; da Justiça Estadual ou do Distrito Federal; da Justiça Militar Federal; da Justiça Militar Estadual ou do Distrito Federal e da Justiça Eleitoral;

VII – estar quite com as obrigações eleitorais e militares; e

VIII – possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas.

Dos Direitos do Vigilante

Art. 163. Assegura-se ao vigilante:

I – o recebimento de uniforme, devidamente autorizado, às expensas do empregador;

II – porte de arma, quando em efetivo exercício;

III – a utilização de materiais e equipamentos em perfeito funcionamento e estado de conservação, inclusive armas e munições;

IV – a utilização de sistema de comunicação em perfeito estado de funcionamento;

V – treinamento regular nos termos previstos nesta Portaria;

VI – seguro de vida em grupo, feito pelo empregador; e

VII – prisão especial por ato decorrente do serviço.

Dos Deveres dos Vigilantes

Art. 164. São deveres dos vigilantes:

I – exercer suas atividades com urbanidade, probidade e denodo, observando os direitos e garantias fundamentais, individuais e coletivos, no exercício de suas funções;

II – utilizar, adequadamente, o uniforme autorizado, apenas em serviço;

III – portar a CNV;

IV – manter-se adstrito ao local sob vigilância, observando-se as peculiaridades das atividades de transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal; e

V – comunicar, ao seu superior hierárquico, quaisquer incidentes ocorridos no serviço, assim como quaisquer irregularidades relativas ao equipamento que utiliza, em especial quanto ao armamento, munições e colete à prova de balas, não se eximindo o empregador do dever de fiscalização.

Crescimento da  profissão de vigilante

Podemos encontrar os vigilantes, no exercício da vigilância patrimonial nos mais variados locais e estabelecimentos públicos ou privadas:

Industriais, repartições públicas, banco, escolas, clubes, eventos, hotéis, hospitais. E também, em atividades de escolta armada, segurança pessoal e transporte de valores.

Segundo artigo do Jornal Bom dia Brasil, edição do dia 23/10/2014:

“O número de vigilantes privados é quase 5 vezes maior que efetivo do Exército” 

E de acordo com publicação DA Gazeta do Povo de 10/02/ 16 :

“número de vigilantes privados no Paraná é quase o dobro do efetivo da PM”.

Más como ocorre com outras profissões, a profissão de vigilante ainda carece de reconhecimento e valorização adequado a sua importância.

Afinal aquele que dedica a sua vida a proteção de outras vidas, deveria ter um reconhecimento a altura de tal ato.

A profissão de vigilante requer vocação!

As pessoas que estiverem dispostas a exercerem a profissão de vigilante devem ter a plena consciência das responsabilidades desse cargo de suma importância, e também, dos riscos, entre eles o de “morte”, inerente as atividades que venham a executar, uma vez que sua principal função será de proteger pessoas e bens contra possíveis ações de caráter criminosa.

O desemprego em muitas áreas, somada a necessidade de cumprir com as obrigações financeiras, tem levado muita gente a iniciar na área de segurança privada, muitas das vezes, sem a menor vocação e conhecimento sobre as características, responsabilidades e riscos da profissão de vigilante.

Por esse motivo, algumas dessas pessoas, acabam por exercer a prossifão de forma inadequada e desmotivados,  descomprometidos com suas obrigações e responsabilidades, sem vínculo afetivo com a profissão, acarretando prejuízos a suas imagens e da  categoria como um todo.

A falta de consciência sobre a real atribuição e responsabilidade da função de vigilante, somados a desmotivação pessoal, pode levar a adoção de atitudes imprudentes, a indisciplina, ao relaxamento, a descrença sobre a possibilidade de um ação criminosa, o que poderá levar a prejuízos materiais e de vidas.

 

O exercício da Profissão de Vigilante, devido as suas exigências específicas de postura, disciplina, disponibilidade e principalmente dos riscos inerentes as atividades a serem desenvolvidas, requer para a ocupação do cargo pessoas com vocação para proteção e que estejam dispostas a colocar a suas próprias vidas em risco para salvaguardar a vida de outra(s) pessoa(s).

Aqueles que escolheram a profissão de vigilante, devem sentirem se valorizados por sua escolha profissional, devem buscar a cada dia mais conhecimento e aprimoramento profissional, visando sua valorização pessoal e da profissão escolhida.

Na busca da felicidade e realização pessoal e profissional, o entusiasmo é um grande motivador. Não permita que acontecimentos ou pessoas negativas venham desencorajá-lo. “Cristina Deutsch”

 

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Obrigado pela visita e sucesso na sua carreira profissional!

José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada – CES
Consultor em Segurança Privada

7 Comentários

  1. Bom dia,ser segurança e atuar com prevençao para nao ser surprendido mais infelizmente essa profissao inchor muito e as empresas pararam de inverti no profissional elas so pessam em numerarios e o profissional so e reconhecido pelo RE.sindicato oportunista igual as empresas so que Dinheiro e nao representa a classe,Nos teriamos que ter era uma associasao como existe (na,policia nas forças armadas ets,nao sindicato.)obrigado,vigilante com muito orgulho ,combati um bom combate terminei a carreira e guardei a fe´.

  2. Muito interessante esse artigo; capacitação valorização e respeito ao profissional de segurança privada! Eu sou umvigilante.

  3. Mendonça. Cláudio Mendonça.

    Parabéns! pelo Artigo, realmente só veio enriquecer para ter a percepção do que é realmente ser um vigilante. Ha 18 anos na área, independente de qualquer função, você deve amar o que faz, e se ama então cuida. Tenho cursos. escolta, transportes de valores, inspetor, superior em gestão de RH, tranquei a gestão de seg. Privada pela ausência de emprego. Isso é cuidar, é buscar e gostar do que faz, e cada vez melhorar mais e não esperar elogios externos e reconhecimentos. Obrigado por tudo!

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Mendonça
      Parabéns pela sinceridade e demonstração de amor a profissão de segurança privada, atitude hoje em dia que poucos adotam, algumas pessoas por motivos diversos e frustração pessoal, acabam por falar mal da profissão a ponto de colocá-la entres as piores profissões existentes.
      Obrigado pelo seu comentário e elogia a segurança privada.
      Forte abraço e sucesso na sua carreira!

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