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Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial – Vigilância Patrimonial

Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial - Vigilância PatrimonialO que é Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial?

A Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial é a atividade de identificar, analisar, avaliar, tratar e monitorar os riscos inerentes a segurança patrimonial da organização, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio.

Risco,de acordo com a Norma  ABNT NBR ISO 31000, é o  efeito da incerteza nos objetivos.

O risco na segurança patrimonial é resultado da probabilidade de uma ameça explorar uma vulnerabilidade de segurança existente, vir a ocorrer e causar danos ou perdas para uma organização.

Organizações de todos os tipos tamanhos enfrentam uma série de riscos na segurança patrimonial que podem afetar a realização de seus objetivos.

Todas as atividades de uma organização envolvem riscos que devem ser gerenciados, a gestão  de riscos  na  segurança patrimonial visa  auxiliar a tomada de decisão no que refere a segurança patrimonial da organização.

Objetivos da Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial

  • Contribuir para o aumento da probabilidade de uma organização atingir seus objetivos;
  • Encorajar uma gestão de segurança patrimonial proativa e preventiva;
  • Melhorar a identificação de ameças e vulnerabilidades relacionadas a segurança patrimonial;
  • Melhorar a confiança na Segurança Patrimonial;
  • Estabelecer uma base confiável para tomada de decisões e planejamento da segurança patrimonial;
  • Melhor os controles de segurança patrimonial existentes;
  • Melhor a alocação e utilização dos recursos disponibilizados para segurança patrimonial;
  • Melhor a eficácia e eficiência operacional da segurança patrimonial;
  • Melhorar prevenção de perdas e a gestão de incidentes na segurança patrimonial.

Princípios da Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial

  1. A gestão de riscos na segurança patrimonial cria e protege valores;
  2. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser  parte integrante de todos os processos organizacionais;
  3. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve fazer parte da tomada de decisões na organização;
  4. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser abordada explicitamente a incerteza;
  5. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser sistemática, estruturada e oportuna;
  6. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve  baseia-se nas melhores informações disponíveis;
  7. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser feita sob medida;
  8. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve consider fatores humanos e culturais;
  9. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser transparente e inclusiva;
  10. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve ser dinâmica, interativa e capaz de reagir a mudanças;
  11. A gestão de riscos na segurança patrimonial deve  facilitar a melhoria contínua da segurança patrimonial.

Estrutura para Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial

A estrutura para gestão de riscos na segurança patrimonial deve fornecer políticas, procedimentos, recursos e  arranjos organizacionais que possibilite a  incorporarão e execução da gestão de riscos da segurança em todos os níveis e departamentos da organização.

Como parte desta estrutura, convém que a Alta Direção da organização estabeleça uma política para formalizar quando e como sera avaliado e tratado os riscos para segurança patrimonial da organização.

Processo de Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial

O processo de gestão de riscos na segurança patrimonial é a aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas de gestão para as atividades de comunicação, consulta, estabelecimento do contexto, na identificação, análise, avaliação, tratamento, monitoramento e análise crítica dos riscos relacionados a segurança patrimonial da organização.

A. Comunicação e Consulta

Comunicação e consulta são processos contínuos e interativos que uma organização conduz para fornecer, compartilhar ou obter informações e se envolver no diálogo com as partes interessadas e outros, com relação a gestão de riscos na segurança patrimonial. 

O sucesso da gestão de riscos na segurança patrimonial depende de comunicação e consulta eficazes com as partes interessadas.

O envolvimento das partes interessadas no processo de gestão de riscos na segurança patrimonial  irá auxiliar:

  • no desenvolvimento de um plano de comunicação eficiente;
  • na definição do contexto de forma apropriada;
  • que os interesses das partes interessadas sejam compreendidos e considerados;
  • reunir diferentes áreas de conhecimento especializado para identificação e análise de riscos;
  • a assegurar que diferentes pontos de vista sejam devidamente considerados na avaliação de riscos;
  • assegurar que os riscos sejam devidamente identificados;
  • assegurar aprovação e  apoio para um plano de tratamento dos riscos avaliados.

B. Estabelecimento de Contexto

O estabelecimento do contexto define os parâmetros básicos para gestão de riscos na segurança patrimonial, define escopo e os critérios para o resto do processo.

O estabelecimento do contexto inclui considerar os parâmetros internos e externos relevantes para organização como um todo, bem como o conhecimento dos riscos a segurança patrimonial da organização.

Convém que estabelecimento do contexto inclua  a  definição do contexto externo, interno e a classificação dos critérios de risco:

a) Estabelecer contexto externo envolve familiarização com ambiente em que organização operam, incluindo:

  • os fatores culturais, políticos, legais, regulatórios, financeiros, econômicos, seja em nível internacional, nacional, regional ou local;
  • fatores-chave, tendências que tenham impacto sobre os objetivos da organização; e
  • percepções valores das partes interessadas externas.

b) Estabelecer contexto interno envolve entendimento:

  • das capacidades da organização em termos de recursos e conhecimento;
  • dos fluxos de informação e processos de tomada de decisão;
  • das partes interessadas internas;
  • dos objetivos e das estratégias que estão em vigor a fim de atingi-los;
  • das percepções de valores e cultura;
  •  das políticas e  processos;
  • de normas e modelos de referência adotados pela organização,e
  • das estruturas (por exemplo, governança, papéis e responsabilizações).

c) Estabelecer o contexto do processo de gestão de riscos inclui:

  • a definição de responsabilizações e responsabilidades;
  • a definição da extensão das atividades de gestão de riscos a serem conduzidas, contemplando inclusões e exclusões específicas;
  • a definição da extensão do projeto, processo, função ou atividade em termos de tempo local;
  • a definição das relações entre um projeto ou atividade específicos outros projetas ou atividades da organização;
  • a definição das metodologias do processo de avaliação de riscos;
  • a definição dos critérios de risco;
  • a definição de como desempenho na gestão de riscos é avaliado.

C. Processo de avaliação de riscos

O processo de avaliação de riscos é o processo global de identificação de riscos, análise de riscos
e avaliação de riscos.

Os riscos podem ser avaliados em nível organizacional, em nível departamental, para projetas, atividades individuais ou riscos específicos.

Diferentes ferramentas e técnicas podem ser apropriadas em diferentes contextos.

O processo de avaliação de riscos possibilita um entendimento dos riscos, suas causas, consequências probabilidades.

O processo de avaliação de riscos proporciona decisões sobre:

  • se convém que uma atividade seja realizada;
  • como maximizar as oportunidades;
  • se os riscos necessitam ser tratados:
  • escolha entre opções com diferentes riscos;
  • priorização das opções de tratamento de riscos:
  • seleção mais apropriada de estratégias de tratamento de riscos que trará riscos adversos um nível tolerável.

Identificação de Riscos

A identificação de riscos é o processo de encontrar, reconhecer e registrar os riscos.

O propósito da identificação de riscos é identificar o que poderia acontecer ou quais situações poderiam existir que poderiam afetar a segurança patrimonial e prejudicar o alcance dos objetivos da organização.

 Análise de riscos

A análise de riscos diz respeito ao entendimento do risco.

A análise de riscos consiste na determinação das consequências e suas probabilidades para ventos identificados de risco, levando em consideração a presença (ou não) de eficácia de quaisquer controles existentes.

As consequências e suas probabilidades são então combinadas para determinar um nível de risco.

Os níveis de riscos devem ser expressos nos termos mais adequados para cada tipo de risco numa forma que auxilie avaliação de riscos.

Avaliação de riscos

A avaliação de riscos consiste em comparar os níveis estimados de risco com critérios de risco definidos quando contexto foi estabelecido, a fim de determinar a significância do nível do tipo de risco.

A  avaliação de riscos utiliza compreensão do risco, obtida durante análise de riscos, para tomar decisões sobre as ações futuras.

As decisões podem incluir:

  • se um risco necessita de tratamento;
  • as prioridades para tratamento;
  • se uma atividade deve ser realizada;
  • qual de um número de caminhos alternativos deve ser seguido.

D. Tratamento de riscos

O tratamento de riscos envolve a seleção de uma ou mais opções para modificar os riscos e a implementa dessas opções.

Uma vez implementado, o tratamento fornece novos controles ou modifica os existentes.

Tratar riscos envolve um processo cíclico composto por:

  •  avaliação do tratamento de riscos já realizado;
  • decisão se os níveis de risco residual são toleráveis;
  • se não forem toleráveis, a definição e implementação de um novo tratamento para os riscos; e
  • avaliação da eficácia desse tratamento.

As opções de tratamento de riscos não são necessariamente mutuamente exclusivas ou adequadas em todas
as circunstâncias.

As opções podem incluir os seguintes aspectos:

a) ação de evitar o risco ao se decidir não iniciar ou descontinuar a atividade que dá origem ao risco;

b) tomada ou aumento do risco na tentativa de tirar proveito de uma oportunidade;

c) remoção da fonte de risco;

d) alteração da probabilidade;

e) alteração das consequências;

f) compartilhamento do risco com outra parte ou partes (incluindo contratos e financiamento do risco); e

g) retenção do risco por uma decisão consciente e bem embasada.

E. Monitoramento e análise crítica do processo de avaliação de riscos

O monitoramento é a verificação, supervisão, observação crítica ou identificação da situação, executadas de forma contínua, a fim de identificar mudanças no nível de desempenho requerido ou esperado

A análise crítica é a atividade realizada para determinar a adequação, suficiência e eficácia do assunto em questão para atingir os objetivos estabelecidos

O monitoramento e a análise crítica devem ser planejados como parte do processo de gestão de riscos na segurança e envolver a checagem ou vigilância regulares.

Podem ser periódicos ou acontecer em resposta a um fato específico.

As responsabilidades relativas ao monitoramento e à análise crítica devem ser claramente definidas.

Os processos de monitoramento e análise crítica da organização devem abranger todos os aspectos do
processo da gestão de riscos com a finalidade de:

  • garantir que os controles implementados sejam eficazes e eficientes ;
  • obter informações adicionais para melhorar o processo de gestão dos riscos;
  • analisar os eventos (incluindo os “quase incidentes”), mudanças, tendências, sucessos e fracassos e aprender com eles;
  • detectar mudanças no contexto externo e interno, incluindo alterações nos critérios de risco e no próprio risco as quais podem requerer revisão dos tratamentos dos riscos e suas prioridades; e
  • identificar os riscos emergentes.

Gestão de Riscos na Segurança Patrimonial - Vigilância Patrimonial

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José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada - CES Consultor em Segurança Privada

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4 Comentários

  1. davi fernando novak

    otimo aborda todas as taticas p uma boa gestao de riscos

  2. Olá Sr. José, gostei de seu artigo.
    Pode me recomendar alguma literatura, onde eu encontre exemplos de indicadores de gestão.

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Claudio!
      segue indicações para leitura:
      100 Indicadores Da Gestão
      Editora: Almedina
      Jorge Caldeira (Autor)

      Indicadores Gestão de Recursos Humanos
      Autor MARCELINO TADEU DE ASSIS
      Editora: Qualitimark

      INDICADORES DE DESEMPENHO
      Fundação Nacional da Qualidade

      Indicadores de Gerenciamento de Projetos
      Terribili Filho, Armando
      Mbooks

      Forte abraço e sucesso da sua carreira.

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