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Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos

Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos ArquitetônicosO que é Teoria da Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos?

A Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos ou “Crime Prevencion Though Environmental Design – CPTED”, é uma abordagem multidisciplinar, envolvendo projetista, engenheiros, arquitetos e profissionais de segurança, no planejamento e implementação da segurança física de uma organização.

A Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos busca desenvolver projetos de segurança que eliminem ou reduzam o comportamento criminal e ao  mesmo tempo encorajem as pessoas manterem-se alertas, provendo segurança uns aos outros.

O próprio projeto e uso adequado do ambiente construído podem conduzir a  uma redução do medo e da incidência de crimes.

A teoria  de CPTED ( Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos), defende que todas as possibilidades para prevenção  de  crimes de forma natural devem ser aplicadas ao máximo antes  da aplicação de dispositivos e processos tradicionais.

A CPTED propõe uma abordagem mais amigável da segurança, evitando o sentimento de estar prisioneira no sistema de segurança adotado.

Princípios da Prevenção de Crimes Tradicional

Historicamente, a ênfase na prevenção de crimes baseia se em:

  • dificultação de acesso ao bem protegido, por meio de barreiras físicas, fechaduras, alarmes, CFTV, etc, e;
  • processos: serviço de vigilância, legislação, normas, procedimentos etc.

A estratégia pretendida  é a de tornar o acesso ao objetivo do criminoso  mais difícil.

O fator negativo dessa estratégia é o de criar um sentimento/sensação de estar prisioneiro.

Esta abordagem tradicional tende a negligenciar a oportunidade para o controle de acesso e vigilância natural.

Origem da Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos

Em 1968, Jane Jacobs discutiu a interação do ambiente físico com seus habitantes e quão importante isto era para vida e vitalidade  de um rua ou bairro no livro The Death and Life Of Great American Cities.

Em 1969, o arquiteto Oscar Newman cunhou a expressão ” espaço defensável” quando iniciou seu estudo sobre planejamento de moradias, associando a ele a percepção da pessoas que ali residiam sobre segurança.

O foco erá como aquelas pessoas se sentiam em relação ao senso de propriedade – ou a sua falta, e a relação disso com a atividade criminal.

Parte do seu trabalho relacionou-se desde então ao  projeto e uso de ruas residenciais como um fator impeditivo para o crime.

E 1971, Clarence Ray Jeffery, criminologista norte-americano cunhou o termo Crime Prevention Through Environmental Design após estudar a relação entre o ambiente físico e a incidências de crimes.

Empreendeu estudo onde foram entrevistados criminosos a respeito dos motivos pelos quais escolherem um determinado local  para a pratica de crimes e quais dos fatores relacionavam-se com o meio ambiente.

Princípios Gerais da Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos

a – Vigilância Natural

Considera a combinação de características físicas, atividades que serão desenvolvidas e as pessoas que as desenvolverão no local de tal modo que maximize a visibilidade.

O desenho da planta deve permitir que estranhos sejam facilmente observados por todos.

Deve-se buscar  a visibilidade sobre as pessoas, estacionamentos, entradas de prédios, passeios de pedestre.

A iluminação deve ser adequada ao ambiente, principalmente a  noite.

b – Reforço Territorial

A Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos encoraja o uso de barreiras físicas  que expressem propriedade.

O desenho da planta pode criar ou estender a esfera de influência das pessoas.

Os utilizadores desenvolvem então um senso de controle territorial que, quando percebidos por potenciais agressores,serve de fator de dissuasão.

Devem ser definidos os limites da propriedade e tornar bem clara a distinção entre espeço público e privado.

Deve ser estabelecido um perímetro de segurança com cercas-vivas ou outros meios de segurança física.

c – Controle de Acesso Natural

A Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos busca o controle sobre a circulação de pessoas pela colocação de entradas, saídas, cercaduras, passadiços, jardins e iluminação.

Nega-se o acesso aos locais que possivelmente poderão ser alvos de agressões e cria-se nos agressores uma sensação de risco.

Busca-se por meio de rotas, passeios, sinalizações e elementos estruturais que indiquem claramente a direção que as pessoas normalmente devem seguir, desencorajando o acesso indevido a áreas privadas.

d- Manutenção

A Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos deve permitir o uso continuado de um espaço para seu propósito planejado e servir como uma expressão de propriedade.

Não se deve permitir qualquer redução da visibilidade de todos sobre o local ou obstrução/falhas na iluminação noturna.

Os três “D” Prevenção de Crimes Por Meio de Projetos Arquitetônicos

A abordagem dos três ” D” provê um guia simples para determinação da conveniência  do projeto e seu uso:

a) Designação

  • Qual o propósito designado para esse espaço?
  • Para que foi originalmente projetado?
  • Como o espaço suporta seu uso atual?

b) Definição

  • Como o espaço é definido?
  • Claro que é seu proprietário?
  • Onde estão seus limites?
  • Há condicionantes sociais ou culturais que afetem o uso do espaço?
  • Está bem sinalizado quanto aos fatores cima?
  • Há algum conflito ou confusão entre seu propósito (primeiro D) e como foi definido (segundo D)?

c) Design

  • Como a planta física apóia o uso planejado?
  • Como a planta física apóia a definição do uso e os comportamentos desejáveis ou aceitáveis das pessoas que ali estão?
  • A planta física está em conflito com o uso produtivo do espaço.

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José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

 

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada - CES Consultor em Segurança Privada

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