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Plano de Segurança para Condomínio Residencial: Etapas Planejamento

Plano de Segurança para Condomínio ResidencialO que é Plano de Segurança para Condomínio Residencial?

O Plano de Segurança para Condomínio Residencial é um conjunto sistemático de ações, elaboradas com base na Identificação e Avaliação de Riscos, com o objetivo de programar e dirigir ações de Segurança Privada necessárias para garantir a segurança do condomínio e de seus moradores.

O Plano de Segurança para Condomínio Residencial deve estar amparado pela identificação e análise de riscos de segurança a que o condomínio pode estar exposto.

A análise e avaliação de riscos são partes integrantes do planejamento da segurança e antecedem o plano de segurança.

Os investimentos na Segurança do Condomínio Residencial devem ser proporcional aos riscos identificados e implementados através de Projetos de Segurança.

Para elaboração do Plano de Segurança para Condomínio Residencial serão utilizadas conhecimentos e técnicas provenientes da  Segurança Privada, especificamente da Vigilância Patrimonial  e Segurança Física.

Um plano de segurança eficiente visa atender vários objetivos relacionados a segurança do condomínio

Plano de Segurança para Condomínio Residencial Objetivos

  • orientar ações e procedimentos que garantam a segurança física das pessoas e do condomínio;
  • estabelecer conceitos, princípios e diretrizes de segurança para o condomínio;
  • permitir a adoção de soluções de segurança integradas no condomínio;
  •  servir de referência para auditoria, apuração e avaliação de responsabilidades.

Fases do Planejamento de Segurança para Condomínio Residencial

Devido a complexidade e as várias disciplinas envolvidas, o Planejamento de Segurança para Condomínio Residencial deve ser divido em fases distintas.

As divisão em fases permite melhor compreensão e maior possibilidade  de acerto nas medidas de segurança elaboradas.

1 – Política de Segurança para o Condomínio Residencial

A primeira coisa a ser feita, antes do Plano de Segurança para Condomínio Residencial, é estabelecer uma  Politica de Segurança para o condomínio.

A politica de segurança é um conjunto de conceitos, regras e diretrizes,  onde o condomínio estabelece sua visão e pensamento sobre a segurança e seu grau de importância para o condomínio .

A política de segurança deve  estabelecer conceitos, objetivos, diretrizes e responsabilidades para Segurança do Condomínio.

A política de  segurança deve definir as penalidades as quais estão sujeitos aqueles que não cumprirem a politica, normas e procedimentos  de segurança estabelecidos para o condomínio.

A política de segurança deverá servir como parâmetro e diretriz para elaboração e implantação das Medidas de Segurança.

2 – Diagnóstico 

Consiste em analisar o sistema de segurança existente no momento, buscando entender seu funcionamento.

Devem ser observados os registros dos fatos relevantes ocorridos na segurança até o momento. 

O objetivo nesse momento não é avaliar a qualidade e sim entender como a segurança esta sendo executada.

3 – Identificação e Analise de Riscos

Esta fase visa  identificar e avaliar os potenciais riscos e ameaças para segurança dos condomínio, de modo a formalizar uma opinião sobre a probabilidade de ocorrência de um dano ou perda, e seu conseqüente impacto.

3.1 – Identificação de Riscos

Esta fase consiste no desenvolvimento de um levantamento de todas as ameças e vulnerabilidades existentes, bem como dos perigos potenciais.

Além da identificação dos riscos, devem ser investigados as suas  causas ou fatores geradores.

3.2 –  Analise de Ricos

Nesta etapa os dados coletados serão analisados, e qualificados em temos de gravidade e necessidade de tratamento.

Os riscos serão analisados sobre os seguintes aspectos:
  • Probabilidade de ocorrer;
  • Gravidade do Risco frente aos danos que pode causar;
  • Impacto do risco frente aos prejuízos que pode causar.
Medidas de tratamento de riscos

De acordo com a gravidade do risco e seus danos potenciais deverá ser adotado uma das medidas a seguir .

  • Controlar o risco – adoção de medidas de segurança que permitem controle sobre o risco existente,  reduzindo os potenciais efeitos que este risco poderá causar;
  • Transferir o risco –transferir os danos causados pelo  o risco por meio da contratação de seguros;
  • Assumir o risco – custo para mitigar o risco seria maior do que o próprio dano causado pelo risco;
  • Evitar o risco – parar ou mudar completamente uma atividade.

4 – Plano de Segurança para Condomínio Residencial

Nesta fase inicia se o desenvolvimento do plano de Segurança para condomínio residencial propriamente dito.

O plano de Segurança do condomínio pode ser definido como um conjunto de ações necessárias para se atingir uma condição de segurança necessária e desejada.

O plano de segurança visa implementar medidas de segurança com objetivo de tratar os riscos identificados e avaliados anteriormente.

O plano de segurança deve ser um documento formal e de conhecimento obrigatório para as partes diretamente envolvidas na segurança do condomínio.

A confecção do plano de segurança deverá observar as  premissas da ferramenta da qualidade 5W e 2H:

What (o que será feito?)

Why (por que será feito?

Where (onde será feito?)

When (quando?)

Who (por quem será feito?)

How (como será feito?)

How much (quanto vai custar?)

4.1 –  Desenvolvimento das Medidas de Segurança

Nesta  fase do planejamento de segurança, após a decisão de tratar o risco, deverá ser estudada as possibilidades de tratamento (medidas de segurança) existentes para os riscos  selecionados.

As medidas de segurança desenvolvidas servirão como base para o desenvolvimento do plano de segurança para condomínio residencial a ser proposto.

As medidas de segurança a serem adotadas devem ser compatíveis com o risco identificado.

O custo de implantação e manutenção da medidas de segurança não poderá ser maior  que os danos causados pelo risco existente.

As medias de segurança dividem -se em:

  • Medias OrganizacionaisPolítica de Segurança, Normas de Segurança, Procedimentos Internos de Segurança , Programas de Treinamento para Equipe da Segurança Patrimonial  e Programas  de Integração e Consciencialização para moradores  e prestadores de serviço;
  • Medidas de Segurança Física:  Barreiras Físicas, Portarias,  Guaritas, Vigilantes e etc.
  • Medidas de Segurança Eletrônica – Sistemas de alarmes, Circuito Fechado de TV , Cerca Elétrica, Controle de Acesso Eletrônico e etc.

5 –  Plano de ação

O Plano de Ação é um mecanismo de controle que tem por finalidade, estabelecer um coronograma de ações afim de garantir que as medidas de tratamento de riscos, prevista no plano de segurança, serão implementadas.

Composição básica do plano de ação: 

  • atividade a ser executada;
  • objetivo;
  • responsável pela execução da atividade;
  • prazo de conclusão da atividade.

O plano de ação deve abordar também treinamento para as equipes de segurança e palestras sobre hábitos adequados de segurança para os moradores.

Cada plano de ação poderá dar origem a um ou mais Projetos de Segurança.

O projeto de segurança visa implementar as medidas de segurança previstas no Plano de Segurança.

O projeto de segurança deve detalhar a medida de segurança a ser implementada, os requisitos de instalação e funcionamento, a forma de implementação, os meios necessários, os custos e prazos, justificando a sua implantação com base nos risco identificados e avaliados.

5.1 – Monitoramento e revisão do plano de ação

A etapa de implementação das medidas de segurança deverá ser acompanhada e monitorada através de cronograma, afim de se evitar  atrasos ou falhas de execução.

O prazo estabelecido para a execução de uma determinada medida de segurança pode ser alterado mediante justificativas plausíveis.

É importante que o prazo negociado seja cumprido e que as alterações de prazo não sejam constantes e banais.

6 –  Avaliação e aprovação da medidas de controle

Após a conclusão da implementação das medidas de segurança, é importante que se faça uma avaliação de conformidade.

A avaliação de conformidade visa checar, por meio de inspeções técnicas, testes práticos e simulações, se a medida de segurança implementada,  atende aos requisitos mínimos de funcionamento estabelecidos no projeto de segurança

Somente a implantação da medias  de segurança, sem a devida avaliação técnica de funcionamento, não garante a condição de segurança necessária e esperada.

7 – Monitoramento e análise do Plano de Segurança do Condomínio

Apos a implantação e aprovação das medidas de segurança, faz se necessário o estabelecimento de indicadores de desempenho para o monitoramento contínuo do plano de segurança do condomínio.

Os indicadores de desempenho são dados que fornecem indícios de que esta tudo certo ou de que,  algo esta saindo fora do previsto no plano de segurança estabelecido para o condomínio.

Os indicadores de desempenho devem ser definidos como um valor quantitativo a ser realizado ao longo do tempo.

Deve ser previsto revisões no plano de segurança do condomínio sempre que:

  • os indicadores de desempenho apresentarem índices negativos relevantes;
  • for constato uma ocorrência grave em relação a segurança;
  • houver alterações relevantes na estrutura perimetral do codomino;
  • houver alterações geográficas, sociais ou politicas relevantes na região onde o condomínio esta instalado;
  • chegada de um morador que necessite de medidas especiais de segurança.

Além das condições acima, deve ser previsto uma revisão anual do plano de segurança do condomínio, a fim de corrigir falhas  e atualiza-lo em relação a realidade do momento em questão.

Conclusão

As atividades relacionadas a confecção e implantação do Plano de Segurança deverão ser aprovadas em Assembleia do Condomínio.

A aprovação do plano em assembléia, além de atender aos requisitos legais, irá fortalecer e democratizar  as ações de segurança.

O plano de Segurança para Condomínio residencial, deve ser confeccionado e ter sua implantação supervisionada, por um profissional dotado  de conhecimento e experiencia comprovada na área de Segurança Privada.

 

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José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada - CES Consultor em Segurança Privada

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13 Comentários

  1. Excelente informação para quem trabalha com essa área de atuação.

  2. Excelente trabalho. Acrescentaria apenas a avaliação do risco em relação aos executores do plano (mão-de-obra), avaliando e, se for o caso, melhorando sua qualificação.
    Importante também tratar a resistência de moradores em cumprir medidas de segurança.
    Parabéns.

  3. Julio Cesar de Oliveira

    Ola a todos, bom dia, Excelente iniciativa sobre Gestão de Segurança.
    Sou profissional da área de segurança do trabalho a mais de 30 anos e ofereço para avaliação de todos a necessidade de definirem desde já que as grandezas da Matriz da “Analise de Riscos” para as dimensões (1) Probabilidade, (2) Gravidade e (3) Impactos.

    Minha preocupação é que se estas grandezas (1,2 e 3), não forem definida previamente na matriz de riscos haverá muita disparidade entre a pontuação de um e outro condomínio, e com isto o resultado da analise poderá não ser verdadeiro, que em alguns casos terá sua condição de risco final majorada e outros mais acanhados. Isto porque mesmo utilizando referencias de históricos e prevalências do mesmo seguimento ainda há alguma subjetividade na definição destas grandezas.

    Veja por exemplo a Matriz de Riscos “LPR” ou “FMEA” ou “RAZOP” ou “5Porque?”
    (Observar que existe uma matriz mais adequada para o que se pretende avaliar)
    Elas levam em consideração grandezas de outras organizações (nacional e internacional), do mesmo ramo. Com isto podem avaliar as dimensões P X G X I = Risco de maneira mais equânime.

    Novamente parabéns pela proposição de Gestão de Segurança.
    Abraços a todos e bom dia.

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Julio Cesar!
      Obrigado pelo seu comentário! Muito preciso e agregador, com certeza contribuíra para o aprimoramento dos colegas da área de segurança.
      Forte abraço e sucesso na sua carreira profissional.

  4. Julio Cesar de Oliveira

    Obrigado José Sérgio.
    Estamos sempre á disposição, e desejamos sucesso neste projeto.
    Chegou em boa hora.
    Triplice e Fraternal Abraços

  5. Gostaria de parabenizar ao colega Marcondes pelo seu trabalho e a todos que participam. Sou profissional da área e hoje me encontro no aprimoramento de uma pós graduação em gestão de segurança corporativa EAD e como todos sabem, nesta metodologia requer muita pesquisa e dedicação. Por essa razão, que me encontro escrevendo a todos a fim de externar gratidão pelos artigos bem elaborados e disponibilizados.

    Parabéns Marcondes e continue nessa missão, pois com certeza alcançara a vitoria.

    Forte abraco,

    Carlos Rangel
    Vitoria-ES

    • José Sérgio Marcondes

      Olá Carlos Rangel!
      Obrigado pelo comentário! Fico muito feliz em saber que os artigos estão sendo uteis para o seu aprimoramento.
      Forte abraço e sucesso na sua carreira!

    • Excelente artigo!

      Carlos Rangel, também faço pós-graduação em Gestão de Segurança Corporativa na modalidade EAD. Adiciona no Facebook ou LinkedIn Thiago Goethnauer, assim poderíamos desenvolver nosso conhecimento.

      Thiago Goethnauer
      Especialista em Segurança Condominial

  6. Artigo muito bem elaborado o senhor esta de parabéns, eu gostaria de mais informações pois estou nesta area e gistaria de maior aprimoramento. Grato:Feancisco Alves

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