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Estrutura para Gerenciar Risco na Segurança Privada

Estrutura para Gerenciar Risco na Segurança PrivadaPara que o processo de gestão de riscos na segurança privada seja bem sucedido faz se necessário uma Estrutura para Gerenciar Risco adequada para suportar o processo de gestão de riscos.

Que envolve o entendimento dos contextos internos e externos, o estabelecimento de politicas e procedimento para dar suporte ao processo de gestão  de riscos.

Concepção da Estrutura para Gerenciar Risco na Segurança Privada

 

1- Entendimento da organização e seu contexto

Antes de iniciar a concepção e a implementação da estrutura para gerenciar risco, é importante avaliar e
compreender os contextos externo e interno da organização, uma vez que estes podem influenciar
significativamente a concepção da estrutura para gerenciar os riscos.
A avaliação do contexto externo da organização pode incluir, mas não está limitada a:

a) ambientes cultural, social, político, legal, regulatório, financeiro, tecnológico, econômico, natural e competitivo,
quer seja internacional, nacional, regional ou local, onde se encontra o objeto da análise e gestão de riscos;

b) fatores–chaves e tendências que tenham impacto sobre os objetivos da organização  e que possam prejudicar de alguma forma  seu atingimento; e

c) relações com partes externas (clientes, fornecedores, prestadores de serviço, concorrentes, e suas percepções e valores .

A avaliação do contexto interno da organização pode incluir, mas não está limitada a:

a) governança, estrutura organizacional, funções e responsabilidades;

b) políticas, objetivos e estratégias implementadas para atingi-los;

c) capacidades, entendidas em termos de recursos e conhecimento (por exemplo, capital, tempo, pessoas,
processos, sistemas e tecnologias);

d) sistemas de informação, fluxos de informação e processos de tomada de decisão (formais e informais);

e) relações com partes interessadas internas e suas percepções e valores;

f) cultura da organização;

g) normas, diretrizes e modelos adotados pela organização; e

h) forma e extensão das relações contratuais.

2- Estabelecimento da política de gestão de riscos

Convém que a política de gestão de riscos estabeleça claramente os objetivos e o comprometimento da
organização em relação à gestão de riscos e, tipicamente, aborde:
a) a justificativa da organização para gerenciar riscos;

b) as ligações entre os objetivos e políticas da organização com a política de gestão de riscos;

c) as responsabilidades para gerenciar riscos;

d) a forma com que são tratados conflitos de interesses;

e) o comprometimento de tornar disponíveis os recursos necessários para auxiliar os responsáveis pelo
gerenciamento dos riscos;

f) a forma com que o desempenho da gestão de riscos será medido e reportado; e

g) o comprometimento de analisar criticamente e melhorar periodicamente a política e a estrutura da gestão
de riscos em resposta a um evento ou mudança nas circunstâncias.

h) apropriada comunicação e divulgação da política de gestão de riscos seja.

3- Responsabilização

Convém que a organização assegure que haja responsabilização, autoridade e competência apropriadas para
gerenciar riscos, incluindo implementar e manter o processo de gestão de riscos, e assegurar a suficiência,
a eficácia e a eficiência de quaisquer controles. Isto pode ser facilitado por:

a) identificar os proprietários dos riscos que têm a responsabilidade e a autoridade para gerenciar riscos;

b) identificar os responsáveis pelo desenvolvimento, implementação e manutenção da estrutura para gerenciar
riscos;

c) identificar outras responsabilidades das pessoas, em todos os níveis da organização no processo de gestão
de riscos;

d) estabelecer medição de desempenho e processos de reporte internos ou externos e relação com os devidos
escalões; e assegurar níveis apropriados de reconhecimento.

4- Integração nos processos organizacionais

Convém que a gestão de riscos seja incorporada em todas as práticas e processos da organização, de forma que
seja pertinente, eficaz e eficiente. Convém que o processo de gestão de riscos se torne parte integrante, e não
separado, desses processos organizacionais.

Em particular, convém que a gestão de riscos seja incorporada o desenvolvimento de políticas, na análise crítica, no planejamento estratégico e de negócios, e nos processos de gestão de mudanças.

Convém que exista um plano de gestão de riscos para toda a organização, a fim de assegurar que a política de  gestão de riscos seja implementada e que a gestão de riscos seja incorporada em todas as práticas e processos da organização.

O plano de gestão de riscos pode ser integrado em outros planos organizacionais, tais como um plano estratégico.

5- Recursos da Estrutura para Gerenciar Risco

Convém que a organização aloque recursos apropriados para a gestão de riscos e que os seguintes aspectos sejam considerados:
a) pessoas, habilidades, experiências e competências;

b) recursos necessários para cada etapa do processo de gestão de riscos;

c) processos, métodos e ferramentas da organização para serem utilizados para gerenciar riscos;

d) processos e procedimentos documentados;

e) sistemas de gestão da informação e do conhecimento; e

f) programas de treinamento.

6- Estabelecimento de mecanismos de comunicação e reporte internos

Convém que a organização estabeleça mecanismos de comunicação interna e reporte a fim de apoiar e incentivar
a responsabilização e a propriedade dos riscos. Convém que tais mecanismos assegurem que:

a) componentes-chave da estrutura da gestão de riscos, e quaisquer alterações subsequentes, sejam
comunicados adequadamente;

b) exista um processo adequado de reporte interno sobre a estrutura, sua eficácia e os seus resultados;

c) as informações pertinentes derivadas da aplicação da gestão de riscos estejam disponíveis nos níveis e nos
momentos apropriados; e

d) haja processos de consulta às partes interessadas internas.

Convém que estes mecanismos incluam processos para consolidar a informação sobre os riscos, conforme
apropriado, a partir de uma variedade de fontes, levando em consideração sua sensibilidade.

7- Estabelecimento de mecanismos de comunicação e reporte externos

Convém que a organização desenvolva e implemente um plano sobre como se comunicará com partes
interessadas externas. Convém que isto envolva:

a) engajar as partes interessadas externas apropriadas e assegurar a troca eficaz de informações;

b) o reporte externo para atendimento de requisitos legais, regulatórios e de governança;

c) fornecer retroalimentação e reportar sobre a comunicação e consulta;

d) usar comunicação para construir confiança na organização; e

e) comunicar as partes interessadas em evento de crise ou contingência.

Convém que estes mecanismos incluam processos para consolidar a informação sobre os riscos, conforme
apropriado, a partir de uma variedade de fontes, levando em consideração sua sensibilidade.

8- Implementação da gestão de riscos

A) Implementação da estrutura para gerenciar riscos

Na implementação da estrutura para gerenciar riscos, convém que a organização:
a) defina a estratégia e o momento apropriado para implementação da estrutura;

b) aplique a política e o processo de gestão de riscos aos processos organizacionais;

c) atenda aos requisitos legais e regulatórios;

d) assegure que a tomada de decisões, incluindo o desenvolvimento e o estabelecimento de objetivos, esteja
alinhada com os resultados dos processos de gestão de riscos;

e) mantenha sessões de informação e treinamento; e

f) consulte e comunique-se com as partes interessadas para assegurar que a estrutura da gestão de riscos
continue apropriada.

B) Implementação do processo de gestão de riscos

Convém que a gestão de riscos seja implementada para assegurar que o processo de gestão de riscos  seja aplicado, através de um plano de gestão de riscos, em todos os níveis e funções pertinentes da organização, como parte de suas práticas e processos.

9- Monitoramento e análise crítica da estrutura para gerenciar risco

A fim de assegurar que a gestão de riscos seja eficaz e continua a apoiar o desempenho organizacional, convém
que a organização:

a) meça o desempenho da gestão de riscos utilizando indicadores, os quais devem ser analisados criticamente,
de forma periódica, para garantir sua adequação;

b)  meça periodicamente o progresso obtido, ou o desvio, em relação ao plano de gestão de riscos;
analise criticamente de forma periódica se a política, o plano e a estrutura da gestão de riscos ainda são
apropriados, dado o contexto externo e interno das organizações;

c) reporte sobre os riscos, sobre o progresso do plano de gestão de riscos e como a política de gestão de riscos
está sendo seguida; e

d) analise criticamente a eficácia da estrutura da gestão de riscos.

10- Melhoria contínua da estrutura

Com base nos resultados do monitoramento e das análises críticas, convém que decisões sejam tomadas sobre
como a política, o plano e a estrutura da gestão de riscos podem ser melhorados.

Convém que essas decisões visem melhorias na capacidade de gerenciar riscos da organização e em sua cultura de gestão de riscos, e no aperfeiçoamento da Estrutura para Gerenciar Risco

 

Conclusão

Para gestão de riscos ter sucesso é necessário uma Estrutura para Gerenciar Risco adequada as necessidades específica da organização em questão, de forma que de suporte as necessidades peculiares aos processos de gestão.

A gestão de riscos é um processo contínuo e evolutivo e a estrutura para gerenciar risco deve ser capaz que manter a eficiência do processo ao longo do tempo.

 

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José Sérgio Marcondes – Autor Artigo

 

Sobre José Sérgio Marcondes

Especialista em Segurança Privada - CES Consultor em Segurança Privada

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